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Mudanzas climaticas y consumo

por editor_brasil

El cuarto relatorio del Panel Intergubernamental sobre Cambios Climáticos (IPCC) no deja dudas sobre las consecuencias del aquecimiento global y señala la necesidad de medidas urgentes de prevención para evitar que la temperatura arribe mas que el 2º, con el fin de disminuir los daños al medio ambiente. El Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) cree que el consumidor tiene un papel muy importante en eso y debe de rever sus costumbres y actitudes con relación al consumo. Para conocer más sobre el tema consultar el sitio de Idec: http://www.idec.org.br/especial_mudancas_climaticas.asp .

Você pode ajudar!

O 4º Relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) não deixa dúvidas sobre as mudanças climáticas em curso e as conseqüências do aquecimento global. Precisamos de medidas efetivas urgentes para evitar que a temperatura suba mais do que 2ºC para minimizar os furacões, secas, inundações e outros danos. O Idec acredita que é melhor o consumidor não ficar parado, esperando o mundo acabar ou a solução cair do céu. A ducha que você toma ao acordar, os ingredientes do seu café da manhã, o transporte que você utiliza para chegar à escola ou ao trabalho, seu almoço, ar condicionado, televisão, geladeira, atividades de lazer... Tudo o que você faz pode causar maior ou menor impacto sobre os números das mudanças climáticas. Precisamos repensar e mudar nossos hábitos de consumo. Fique atento, e tente colaborar!

IDEC em ação

Cerca de 35 representantes de diversas organizações da sociedade civil, entre elas o Idec, reuniram-se em Brasília, nos dias 28 e 29/5, em seminário promovido pelo Grupo de Trabalho de Mudança de Clima (GT Clima) do Fórum Brasileiro de ONGs e Movimentos Sociais para Meio Ambiente e Desenvolvimento (FBOMS). O objetivo do encontro era compor um documento com contribuições de ONGs e movimentos sociais para política nacional de mudanças climáticas.

Para combater o desmatamento

O Brasil é o quarto país que mais contribui para o aumento do efeito estufa no mundo, principalmente por causa do desmatamento das nossas florestas. Mas isso não quer dizer que o problema esteja somente na Amazônia. Você, em São Paulo, ou em Natal, tem muito a fazer. Até porque o desmatamento da Amazônia pode estar relacionado aos seus hábitos de consumo. Como? A expansão da fronteira agrícola - principalmente da produção de soja, presente em grande parte dos alimentos e na ração de porcos e frangos - valoriza a terra, pressionando o deslocamento da pecuária, que produz a carne que consumimos, para terras mais baratas. Daí o desmatamento da floresta, que por sua vez, produz a madeira, que você pode estar usando no piso ou nos móveis da sua casa.

Para economizar energia

Segundo relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática, as emissões globais de gases do efeito estufa cresceram desde os tempos pré-industriais com um aumento de 70% entre 1970 e 2004. A maior elevação ocorreu nas emissões relativas ao suprimento de energia (aumento de 145%). O Brasil tem o privilégio de já possuir uma matriz de geração de energia relativamente limpa, mas precisa investir em energias limpas não convencionais, como a energia eólica e a termosolar e reverter a tendência de uso das termelétricas, que usam combustíveis fósseis.

Para evitar as emissões provocadas pelo transporte

Segundo o IPCC, uma das medidas-chave para diminuição do problema no setor de transporte é o aperfeiçoamento de veículos para que eles sejam mais eficientes no consumo de energia e mais limpos em relação às emissões de gases do efeito estufa. Além de investimentos em transporte coletivo, o programa de inspeção para o controle de emissões por veículos ainda não saiu do papel.

Para reduzir a produção de lixo

A decomposição do lixo emite metano (CH4), gás que é muito pior que o dióxido de carbono para o efeito estufa. Já existem tecnologias disponíveis para aproveitar esse gás para geração de energia, mas apesar dessa medida ser viável para os aterros sanitários existentes, precisamos considerar que, segundo a Pesquisa Nacional de Saneamento Básico do IBGE (2000), no Brasil, cerca de 63,6% dos municípios utilizam lixões. Ou seja, é preciso reduzir a geração de lixo.

Mudança Radical

Existe um princípio no direito internacional que se aplica à questão das mudanças climáticas não apenas entre países, mas também para definir qual deve ser a divisão de trabalho entre governo, empresas e consumidores: responsabilidades comuns, mas diferenciadas. Queremos dizer que os consumidores têm papel fundamental, mas dependem de alternativas que devem ser estimuladas por políticas públicas conduzidas pelo governo e implementadas pelas empresas, que devem ofertar produtos e serviços “sustentáveis”, ou seja, com menor impacto social e ambiental negativo.

De qualquer maneira, é importante ressaltar que os hábitos do consumidor são uma parte do problema (e da solução). É preciso que governos e indústrias - os quais o consumidor pode, evidentemente, pressionar - contribuam para uma mudança radical nos padrões de produção e consumo.

por editor_brasilÚltima modificación 19/06/2007 08:06